Era uma padaria
Muito engraçada
Não tinha bolo
Não tinha nada
Ninguém podia
Comprar nela não
Porque na padaria
Não tinha pão
Ninguém podia
Comer pastel
Na padaria
Não tinha pão com mel
Não tinha pão francês
Não tinha pão carteira
O dono era um inglês
Cheio de besteira
A padaria era aqui
Era lá
Ara ali
Era cá
Mas era feita
Com muito esmero
Na rua dos loucos
Número zero
Anselmo Santana
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Os hippies
O movimento hippie surgiu
De uma inquietação
Achavam bem desumana
A sua própria nação
As ideias desse movimento
Passaram a orientar
Milhões de jovens no mundo
Todas querendo mostrar...
Mostrar pra todo mundo
Seu lema de união
Procuravam fazer de tudo
Seguindo o coração
As ideias dos hippies
Rapidamente se espalharam
Eles eram felizes
Com aquilo que falavam
Os hippies eram identificados
Pelo lema: “Paz e amor”
Diziam o mundo ser destruído
Por guerras e muito terror
Os jovens hippies
Recusaram aceitar
A forma de vida que seus pais
Costumavam levar
Os hippies se vestiam
Com roupas simples até acabar
Era uma forma
Do consumismo condenar
Os hippies não trabalhavam
Diziam não precisar
Viviam do artesanato
O bastante para o alimentar
Defendiam também
O alimento natural
Defendiam ainda a idéia
Do sexo liberal
A criação de comunidades
Era outra idéia defendida
Comunidades que dividissem
Tudo em sua vida
Apesar de tudo isso
Nem todos os jovens aderiram
Ao movimento hippie
Nele não se viram
Anselmo Santana
13/05/03
De uma inquietação
Achavam bem desumana
A sua própria nação
As ideias desse movimento
Passaram a orientar
Milhões de jovens no mundo
Todas querendo mostrar...
Mostrar pra todo mundo
Seu lema de união
Procuravam fazer de tudo
Seguindo o coração
As ideias dos hippies
Rapidamente se espalharam
Eles eram felizes
Com aquilo que falavam
Os hippies eram identificados
Pelo lema: “Paz e amor”
Diziam o mundo ser destruído
Por guerras e muito terror
Os jovens hippies
Recusaram aceitar
A forma de vida que seus pais
Costumavam levar
Os hippies se vestiam
Com roupas simples até acabar
Era uma forma
Do consumismo condenar
Os hippies não trabalhavam
Diziam não precisar
Viviam do artesanato
O bastante para o alimentar
Defendiam também
O alimento natural
Defendiam ainda a idéia
Do sexo liberal
A criação de comunidades
Era outra idéia defendida
Comunidades que dividissem
Tudo em sua vida
Apesar de tudo isso
Nem todos os jovens aderiram
Ao movimento hippie
Nele não se viram
Anselmo Santana
13/05/03
Marcadores:
DIVERSOS
Saudades
Eu lembro das noites
Como também dos dias
Que você falava da sua alegria
Eu me lembro da estrela
Que nos iluminou
Eu tenho saudades do que a gente passou
Me bate uma saudade
Quando vejo o lugar
Lugar onde a gente começou namorar
Nua noite tão linda
Com estrelas no céu
No teu beijo molhado veio o gosto do mel
Teu lindo sorriso
Marcou o meu coração
O teu amor me fez fazer uma canção
Ficou o teu cheiro
O teu jeito de olhar
Ficaram os teus passos
O teu jeito de amar
Anselmo Santana
Como também dos dias
Que você falava da sua alegria
Eu me lembro da estrela
Que nos iluminou
Eu tenho saudades do que a gente passou
Me bate uma saudade
Quando vejo o lugar
Lugar onde a gente começou namorar
Nua noite tão linda
Com estrelas no céu
No teu beijo molhado veio o gosto do mel
Teu lindo sorriso
Marcou o meu coração
O teu amor me fez fazer uma canção
Ficou o teu cheiro
O teu jeito de olhar
Ficaram os teus passos
O teu jeito de amar
Anselmo Santana
Marcadores:
Romance
A Professora Maluquinha
Na nossa imaginação
Ela entrava na sala voando
Com estrelas no lugar do olhar
Ficava sempre nos olhando
Com jeito e canto de sereia
Nos encantava ao falar
Movendo seus cabelos
Nos levava pra lá e prá cá
“Professora Maluquinha”
Atendia por tal nome
Quando ela chega perto
A tristeza toda some
Nos conquistou tão depressa
Que as meninas choravam seu colo
Contavam seus segredos
Ligeirinho, logo, logo
Não é que ela soubesse tudo
Não, ela não sabia
Mas ela era craque
Em história e Geografia
Havia dias que ela chegava
Com um bico tal qual o de um tucano
Seus olhos perdidos no ar
Pareciam em pleno desengano
Quando isso acontecia
A turma parecia combinada
Ficava calada, quietinha
Fingindo estudar tabuada
Poucos dias depois
Sem muitas explicações a dá
Ela deixava seu ar de tristeza
E logo voltava a voar
A sala então ficava
Tal qual a primavera
A turma toda cantava e saldava
A nossa flor mais bela
Veio a morte de seu tio
O padre velho da cidade
Por ela muito querido
Sentiu-se órfã de verdade
O ano, como tudo na vida,
Estava chegando ao fim
Tivemos que ver sua partida
Que foi muito dolorida pra mim
Chegou o ano seguinte
E ela já não estava mais lá
Tudo era estranho pra gente
Só queríamos chorar
O ano se seguia
E voltamos a encontrar
A nossa “Maluquinha”
Aulas de reforço iria dar
Novamente a gente estava
Com ela a estudar
Nas aulas de reforço
Voltamos a gargalhar
Ela tinha um namoro
Que lhe era proibido
Sua mãe muito brava
Era sempre o seu castigo
Uma certa manhã
Sentimos algo a mudar
O doce estava azedo
Havia algo estranho no ar
A nossa professorinha
Havia dali fugido
Foi embora nossa “Maluquinha”
Com seu amor proibido
Muitos anos se passaram
E a muitos nos deixou
Mas uma coisa eu garanto
Esquecê-la, nuca vou.
Anselmo Santana
Ela entrava na sala voando
Com estrelas no lugar do olhar
Ficava sempre nos olhando
Com jeito e canto de sereia
Nos encantava ao falar
Movendo seus cabelos
Nos levava pra lá e prá cá
“Professora Maluquinha”
Atendia por tal nome
Quando ela chega perto
A tristeza toda some
Nos conquistou tão depressa
Que as meninas choravam seu colo
Contavam seus segredos
Ligeirinho, logo, logo
Não é que ela soubesse tudo
Não, ela não sabia
Mas ela era craque
Em história e Geografia
Havia dias que ela chegava
Com um bico tal qual o de um tucano
Seus olhos perdidos no ar
Pareciam em pleno desengano
Quando isso acontecia
A turma parecia combinada
Ficava calada, quietinha
Fingindo estudar tabuada
Poucos dias depois
Sem muitas explicações a dá
Ela deixava seu ar de tristeza
E logo voltava a voar
A sala então ficava
Tal qual a primavera
A turma toda cantava e saldava
A nossa flor mais bela
Veio a morte de seu tio
O padre velho da cidade
Por ela muito querido
Sentiu-se órfã de verdade
O ano, como tudo na vida,
Estava chegando ao fim
Tivemos que ver sua partida
Que foi muito dolorida pra mim
Chegou o ano seguinte
E ela já não estava mais lá
Tudo era estranho pra gente
Só queríamos chorar
O ano se seguia
E voltamos a encontrar
A nossa “Maluquinha”
Aulas de reforço iria dar
Novamente a gente estava
Com ela a estudar
Nas aulas de reforço
Voltamos a gargalhar
Ela tinha um namoro
Que lhe era proibido
Sua mãe muito brava
Era sempre o seu castigo
Uma certa manhã
Sentimos algo a mudar
O doce estava azedo
Havia algo estranho no ar
A nossa professorinha
Havia dali fugido
Foi embora nossa “Maluquinha”
Com seu amor proibido
Muitos anos se passaram
E a muitos nos deixou
Mas uma coisa eu garanto
Esquecê-la, nuca vou.
Anselmo Santana
Marcadores:
DIVERSOS
domingo, 6 de setembro de 2009
A LENDA DO POÇO
Num ano de seca
Existia apenas um lugar
Onde havia água limpa
Pra que alguém pudesse usar
Era a de um poço
Do Rio Seridó
Depois de um voto novo
No Sertão de Caicó
Nossa Senhora Sant’ Ana
Depois de um touro expulsar
Atendeu outro pedido
O de o poço não secar
Como poço de Sant’ Ana
Ele ficou denominado
Reza a mesma lenda
Que há um espírito encarnado
Encarnado em uma serpente
Está o dito espírito
Esse espírito é inerente
A um lendário deus índios
A cidade fundada
A serpente destruirá
Ou numa Cheia pavorosa
Ou quando o poço secar
Existia apenas um lugar
Onde havia água limpa
Pra que alguém pudesse usar
Era a de um poço
Do Rio Seridó
Depois de um voto novo
No Sertão de Caicó
Nossa Senhora Sant’ Ana
Depois de um touro expulsar
Atendeu outro pedido
O de o poço não secar
Como poço de Sant’ Ana
Ele ficou denominado
Reza a mesma lenda
Que há um espírito encarnado
Encarnado em uma serpente
Está o dito espírito
Esse espírito é inerente
A um lendário deus índios
A cidade fundada
A serpente destruirá
Ou numa Cheia pavorosa
Ou quando o poço secar
Anselmo Santana
Marcadores:
POEMA REGIONAL
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
A LENDA DO VAQUEIRO
Um vaqueiro inesperto
Adentrou num mofumbal
Deu de cara com um touro
E começou a passar mal
Dizem ser sagrado
Esse touro bravio
De repente atacado
O vaqueiro se viu
Subitamente inspirado
O vaqueiro disse logo:
Nossa Senhora Sant’Ana
Eu te faço esse voto
Construirei pra ti
Uma linda capela
Se levares pra longe de mim
Essa terrível fera
Como se fosse encanto
A criatura desapareceu
O vaqueiro banhado em prantos
A nossa senhora agradeceu
Destruiu toda a mata
E construiu o que prometera
Onde era o mofunbal
A linda capela erguera.
Adentrou num mofumbal
Deu de cara com um touro
E começou a passar mal
Dizem ser sagrado
Esse touro bravio
De repente atacado
O vaqueiro se viu
Subitamente inspirado
O vaqueiro disse logo:
Nossa Senhora Sant’Ana
Eu te faço esse voto
Construirei pra ti
Uma linda capela
Se levares pra longe de mim
Essa terrível fera
Como se fosse encanto
A criatura desapareceu
O vaqueiro banhado em prantos
A nossa senhora agradeceu
Destruiu toda a mata
E construiu o que prometera
Onde era o mofunbal
A linda capela erguera.
Anselmo Santana
Marcadores:
POEMA REGIONAL
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Contradição
Estou como...
O choro sem lágrimas
Um sorriso sem felicidade
Um livro sem páginas
Um amor sem verdade
Estrelas sem o céu
Um presídio sem muro
A abelha sem o mel
Uma vida sem futuro
Uma cadeia sem selas
O campo sem a flor
Um barco sem velas
Um arco-íris sem cor
Estou como...
Ouvir e não entender
Pegar e não sentir
Olhar e não ver
Ser feliz e não sorrir
Um dia sem sol
A noite sem lua
O pescador sem o anzol
Um bairro sem rua
O choro sem lágrimas
Um sorriso sem felicidade
Um livro sem páginas
Um amor sem verdade
Estrelas sem o céu
Um presídio sem muro
A abelha sem o mel
Uma vida sem futuro
Uma cadeia sem selas
O campo sem a flor
Um barco sem velas
Um arco-íris sem cor
Estou como...
Ouvir e não entender
Pegar e não sentir
Olhar e não ver
Ser feliz e não sorrir
Um dia sem sol
A noite sem lua
O pescador sem o anzol
Um bairro sem rua
Anselmo Santana
Marcadores:
Romance
Um pouco de minha vida
A cada carta, a cada verso que escrevo
A cada canção, a cada garota que desejo
A cada sonho, a cada hora que se passa
A cada emoção de quem chora sem farça
Lembro um pouco de minha vida
A cada dia, a cada noite que se vai
A cada sensação, a cada palavra que me sai
A cada ida, a cada volta que faço
A cada ilusão, a cada momento que passo
Lembro um pouco de minha vida.
A cada lua, a cada estrela que vejo
A cada rosto, a cada boca que beijo
A cada cravo, a cada flor que nasce
A cada abraço, a cada amor que renasce
Lembro um pouco de minha vida
Lembro um pouco de minha vida
A cada canção, a cada garota que desejo
A cada sonho, a cada hora que se passa
A cada emoção de quem chora sem farça
Lembro um pouco de minha vida
A cada dia, a cada noite que se vai
A cada sensação, a cada palavra que me sai
A cada ida, a cada volta que faço
A cada ilusão, a cada momento que passo
Lembro um pouco de minha vida.
A cada lua, a cada estrela que vejo
A cada rosto, a cada boca que beijo
A cada cravo, a cada flor que nasce
A cada abraço, a cada amor que renasce
Lembro um pouco de minha vida
Lembro um pouco de minha vida
Anselmo Santana
Marcadores:
Romance
À sombra da árvore
À sombra da árvore
Sentamos, cantamos
Lemos, pensamos
Sorrimos e até choramos
À sombra da árvore
Sentamos, cantamos
Lemos, pensamos
Sorrimos e até choramos
À sombra da árvore
Anselmo Santana
Assinar:
Postagens (Atom)
